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3 fatos mostram o que as empresas podem aprender com a COVID-19

por Consumidor Moderno - 22/04/2020

3 fatos mostram o que as empresas podem aprender com a COVID-19. Élcio Santos dá dicas de como usar banco de dados contra a pandemia.

Brincadeira recorrente em bares e restaurantes, a frase “não temos Wi-Fi, conversem entre si” poderia ser invertida neste momento de pandemia.

Por ora, quem não tem acesso à pelo menos um device é quem corre o risco de estar, de fato, sozinho.

De repente, devido ao novo coronavírus e ao isolamento social, é a tecnologia a nossa ponte com o mundo.

Mais do que isso, é também ela que nos permite imaginar um futuro diferente – e principalmente viável em termos de saúde.

Há diferentes fatos que ajudam a enxergar os variados papeis da tecnologia neste momento histórico.

primeiro deles aconteceu em um passado pouco distante; o segundo representa o presente de uma das nações mais evoluídas tecnologicamente; o terceiro tende a impactar o futuro, mudando percepções ao redor do mundo.

1. O exemplo de Taiwan

Localizada a 130 quilômetros da costa da China, a ilha de Taiwan tem 23 milhões de cidadãos. Entre eles, 850 mil residem e 404 mil trabalham na China.

Podemos aferir, portanto, que pelo menos um milhão de pessoas frequentam a nação mais populosa do mundo com recorrência.

Ao contrário do que se imaginava, contudo, esse pequeno País driblou a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, quando o surto começou na cidade de Wuhan.

No total, foram registrados apenas 348 casos e cinco mortes por lá, de acordo com o monitoramento feito pelo Bing.

É fato que devemos levar em consideração que toda vida importa e, portanto, todo número acima de zero é incômodo.

Ainda assim, considerando a proximidade e o fluxo de idas e vindas para o País onde surgiu a o novo coronavírus, os números de Taiwan são admiráveis, pois poderiam ser muito piores.

Atitude

Para alcançar esse nível de cuidado e baixa proliferação viral, o País tomou diversas atitudes.

Uma delas foi a mobilização e instituição de abordagens específicas para identificação de casos, contenção de eventuais positivos, e alocação de recursos para proteger a saúde pública.

Ao contrário de governos que tentaram minimizar as dimensões do surto, as autoridades de Taiwan começaram a agir desde o início.

Já em 31 de dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada sobre uma pneumonia de causa desconhecida em Wuhan, na China, Taiwan começou a avaliar passageiros desde dentro dos aviões que chegavam de Wuhan, buscando detectar sintomas de febre e pneumonia antes da entrada no País.

Em 5 de janeiro de 2020, a notificação foi ampliada para incluir qualquer pessoa que viajou para Wuhan nos últimos 14 dias e apresentava febre ou sintomas de infecção do trato respiratório superior no ponto de entrada.

Quem apresentava sintomas de febre e tosse foram colocados em quarentena em casa e avaliaram se era necessária atenção médica em um hospital.

Big Data contra o coronavírus

A partir disso, desenvolveram variadas ações – mais de 124. “A medida principal foi alavancar seu banco de dados nacional de seguro de saúde e o integrá-lo ao banco de dados de imigração e alfândega”, explica Elcio Santos, CEO da Always On:

Assim, Taiwan iniciou uma estrutura de Big Data para análises capaz de gerar alertas em tempo real durante uma visita clínica com base no histórico de viagens e nos sintomas para ajudar na identificação do caso.

Além disso, houve medidas como a busca proativa de pacientes com sintomas respiratórios graves, com base nesse mesmo banco de dados; a criação de telefones de denúncia para que os cidadãos avisassem sintomas próprios ou alheios.

Santos lembra que soluções envolvendo Big Data garantiram o controle de fronteiras, a identificação de casos e a contenção.

Em 27 de janeiro, a Administração Nacional de Seguro de Saúde (NHIA) e a Agência Nacional de Imigração uniram os dados de viagens dos últimos 14 dias dos pacientes com os do cartão de identificação do NHI.

Integração de dados

O sistema de registro de residência dos cidadãos de Taiwan e o cartão de entrada dos estrangeiros permitiram ao governo rastrear indivíduos em alto risco por causa do histórico recente de viagens nas áreas afetadas.

Os identificados como de alto risco (em quarentena doméstica) foram monitorados eletronicamente por meio de seus telefones celulares.

Em seguida, o banco de dados do NHIA foi expandido para cobrir o histórico de viagens de 14 dias dos pacientes da China, Hong Kong e Macau, e o sistema de quarentena de entrada foi lançado, para que os viajantes possam preencher o formulário de declaração de saúde antes da partida ou na chegada ao aeroporto de Taiwan.

Um passe de declaração de saúde móvel foi enviado via SMS para telefones usando uma operadora de telecomunicações local, o que permitiu uma liberação de imigração mais rápida para aqueles com risco mínimo.

Este sistema foi criado dentro de um período de 72 horas.

Em 18 de fevereiro, o governo anunciou que todos os hospitais, clínicas e farmácias de Taiwan teriam acesso ao histórico de viagens dos pacientes.

Participação

“O CECC teve um papel ativo na alocação de recursos, incluindo a fixação do preço das máscaras e o uso de fundos para aumentar a produção de máscaras”, diz Santos.

Também foi muito importante as áreas de Comunicação e Política, buscando tranquilizar e educar o público, e o combate a desinformação.

Na prática, isso significa que o Ministro da Saúde e Bem-Estar deu entrevistas diárias – como tem acontecido no Brasil, com o Ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Taiwan, porém, está em vantagem: o vice-presidente do País é um proeminente epidemiologista e fez regularmente anúncios de serviço público transmitidos do escritório do presidente e disponibilizados via internet.

Esses anúncios incluíam informações sobre cuidados relativos ao novo coronavírus: quando e onde usar uma máscara; a importância da lavagem das mãos; o perigo de acumular máscaras para impedir que elas se tornem indisponíveis para os profissionais de saúde da linha de frente.

“Por meio do reconhecimento precoce da crise, briefings diários ao público e simples mensagens de saúde, o governo conseguiu tranquilizar o público, fornecendo informações oportunas, precisas e transparentes sobre a epidemia em evolução”, expressa Santos.

Taiwan é um exemplo de como uma sociedade pode, usando tecnologia, Big Data e inteligência em CRM – leia-se aqui cuidado com o indivíduo -, responder rapidamente a uma crise e proteger os interesses de seus cidadãos.

2. A China como referência

No início do surto de COVID-19, a China se tornou o centro das atenções.

Afinal, a doença surgiu por lá e, de acordo com um estudo da Universidade Johns Hopkins, já infectou um milhão de pessoas.

Apesar disso, é inegável a rapidez desse País para desenvolver alternativas de cuidado com os cidadãos.

Um destaque nesse sentido, citado pelo CEO da Always On, é a criação de um hospital inteligente que possui inclusive uma ala com robôs movidos a 5G, prestando atendimento 24 horas por dia aos pacientes.

O programa de alta tecnologia foi lançado no início de março no hospital de campanha de Wuchang, em Wuhan, província de Hubei, no centro da China.

Por lá, seis tipos diferentes de robôs inteligentes estão ocupando postos nas instalações para reduzir a pesada carga de trabalho dos médicos e impedir a infecção pelo coronavírus cruzada entre médicos e pacientes.

A ideia é terceirizar aos robôs tarefas como medir a temperatura dos pacientes, fazer refeições e desinfetar a instalação, além de permitir que que os médicos leiam os sinais vitais dos pacientes remotamente, reduzindo a exposição ao novo coronavírus.

3. O marketing digital ganha relevância

Os negócios foram extremamente afetados pelo cenário de pandemia causado pelo coronavírus. Reuniões, eventos, promoções de degustação e tudo o que envolve relacionamento pessoal precisou ser revisto, adiado ou até mesmo cancelado.

Com isso, as empresas precisaram olhar para o marketing digital como uma alternativa básica – ao invés de complementar.

Esse contexto afetou eventos gigantes, como o South by Southwest (SXSW) e o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions.

Santos, da Always On, porém, ressalta que as empresas menores e seus eventos foram os mais afetados. “Diante disso, a opção parece ser óbvia: marketing digital”, afirma. “Sua implementação, no entanto, não é assim tão óbvia”.

Ele cita pesquisas realizadas em 2018 pelo Center for Exhibition Industry Research as quais indicaram que os profissionais de marketing B2B que participam de eventos do setor alocaram quase 40% de seus orçamentos em exposições e shows do setor.

O marketing digital recebeu 8%, quase cinco vezes menos. “Agora, chegou a hora do B2B levar realmente a sério o marketing digital”, afirma.

Assim, ele orienta que os executivos revisem suas estratégias de marketing e sugere a análise de alguns elementos.

Primeiramente, Santos afirma que é preciso verificar o portal da empresa: esse processo envolve o conteúdo, que precisa ter mensagens e chamadas de marketing corretas e tem de estar também alinhado com regras de SEO; comunicados de imprensa e artigos; materiais de marketing; engajamento nas mídias sociais; vídeos.

“O mais importante, porém, será introduzir nessa equação uma boa dose de inteligência em CRM (o bom e velho relacionamento com o cliente) e Data Analytics”, garante.

Dessa forma, a empresa poderá ter certeza de que todas as ações e iniciativas terão não apenas a direção certa – em termos de público-alvo, momento, localização – mas também possam ser monitoradas, mensuradas e aperfeiçoadas permanentemente”.

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