Quando marcas como Reebok, Nautica e ROXY entram em cena, não apresentam apenas produtos — elas mobilizam verdadeiras torcidas. Consumidores que se identificam com a cultura criada por essas marcas e que são estimulados por um relacionamento contínuo e genuíno.
Esse foi um dos principais aprendizados do painel apresentado por Stefani Fleurant, Executive Vice President of Sports and Lifestyle Marketing da Authentic Brands Group, durante a NRF 2026, que analisou as tendências de consumo e marketing para os próximos anos.
Segundo Fleurant, o varejo moderno não gira mais apenas em torno da venda de produtos. Ele passou a ocupar um papel ativo na cultura.
As novas gerações — especialmente Geração Z e Geração Alfa — buscam marcas que funcionem como curadoras de comunidades, não apenas como anunciantes.
Os agentes de IA da Always On, que acompanharam a conferência, destacaram quatro grandes pilares dessa transformação.
O foco migrou das grandes celebridades para os criadores de nicho.
A audiência confia mais em pessoas que compartilham valores, estilo de vida e interesses específicos do que em campanhas tradicionais de alcance massivo.
Afinidade e confiança superam alcance.
Em um mundo dominado por inteligência artificial, o autêntico se tornou um diferencial competitivo.
Marcas que mostram bastidores, erros reais e vozes genuínas constroem lealdade emocional — algo que nenhum algoritmo consegue simular totalmente.
O sucesso no varejo passa cada vez mais pela capacidade de criar espaços de interação, digitais ou físicos, onde consumidores se conectam entre si — e não apenas com a marca.
O conceito de Retailtainment evoluiu.
Comprar precisa ser envolvente. Se a experiência for apenas transacional, ela se torna esquecível.
A NRF 2026 deixou claro que a tecnologia não substitui o fator humano — ela o potencializa.
Ferramentas de IA generativa ajudam criadores de nicho a produzir conteúdos de alta qualidade com rapidez.
Enquanto a IA cuida da edição, o humano se dedica ao que realmente importa: conversar com a comunidade.
Marcas já utilizam algoritmos de escuta social para identificar subculturas emergentes antes que se tornem tendência.
Isso permite entrar na conversa de forma orgânica — evitando o famoso efeito cringe.
Em 2026, agentes de IA e Digital Twins passaram a refletir o tom, a linguagem e as referências culturais de cada marca.
O atendimento deixa de ser genérico e passa a reforçar identidade e pertencimento.
Uma criadora com apenas 5 mil seguidores vendeu 11 mil calças jeans em uma única noite via TikTok Shop.
A lição é clara: nicho e confiança vencem o marketing de massa.
Durante 30 dias de Live Commerce, conteúdos espontâneos superaram vídeos altamente produzidos.
A IA analisava comentários em tempo real e transformava objeções em melhorias de produto em poucos dias.
O assistente de IA da marca foi treinado com base nos melhores vendedores das lojas físicas, replicando a experiência de um personal shopper humano em escala digital.
As marcas que tentam ditar cultura falham.
As que facilitam, elevam e participam da cultura existente prosperam.
O futuro do varejo é relacional, não apenas transacional.
E há uma ironia fascinante nisso tudo: usamos a tecnologia mais artificial já criada para resgatar aquilo que temos de mais humano.
Na Always On, somos especialistas em estratégias de transformação orientadas por IA, ajudando empresas de varejo, financeiras e outros setores a adotar times de agentes de IA com segurança, conformidade regulatória e impacto real nos negócios.
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