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Análise de Dados para Varejistas: Empresas nacionais investem nisso!

por Elcio Santos - 03/10/2019

Varejo se reinventa para continuar a ser o guru do comportamento do consumidor. Saiba o que os grandes têm feito com os dados para melhorar a experiência de compra

Análise de Dados para Varejistas: Empresas nacionais investem em ciência e análise de dados, confira!!

O varejo está se desdobrando para descobrir como se beneficia do potencial da internet sem destruir o valor de seus principais ativos: os pontos físicos de venda.

Em 2018, o varejo nacional sofreu a redução de sua rede de lojas, com o fechamento de 226,5 mil unidades, segundo Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Do outro lado, o varejo online só cresce, mesmo na crise. Só no Dia dos Namorados deste ano, o aumento nas vendas foi de 24%.

Porém, se o varejo físico estivesse morrendo, a Amazon não pagaria 13,7 bilhões de dólares pela rede de mercados Whole Foods.

Cada vez mais, a loja física vira um ponto de captação de dados que interage com os dados captados na internet pelo mesmo varejista.

E vice-versa.

A Amazon lançou, no ano passado, a sua loja Amazon 4-Star, que reproduz a experiência online no físico e integra a precificação dinâmica e personalização de preços do site com as etiquetas de preço no ponto de venda físico.

O mais novo modelo de loja da Amazon usa a experiência no online também para escolher os produtos ofertados, colocando à disposição apenas aqueles com avaliação superior a 4 estrelas.

Daniel Mazini, diretor de varejo da Amazon no Brasil, afirma que, a varejista americana recorre à sua base de dados para qualquer tipo de decisão.

“Só para ter um catálogo de milhões de itens, como temos hoje, é preciso sistemas que consigam interpretar esses dados do começo ao fim da operação, da hora que eu crio um catálogo, passando pelo cálculo de quanto eu vou comprar, a dinâmica das vendas e a complexidade da entrega. Tudo isso precisa de muita análise de dados”.

Análise de Dados para Varejistas: 226,5 mil lojas físicas fechadas em 2018

Desde 2018, a Amazon vem lançando novas categorias de varejo em seu e-commerce no Brasil.

E para oferecer esses novos produtos, a empresa precisou usar a base de dados de outros países “para entender o quanto eu espero vender de determinados produtos.

Mas, a partir do momento que a gente lança o produto para aquele determinado País, eu começo a usar os dados locais, que são mais específicos, e ignorar os de outros países”, aponta o executivo.

Os dados que a Amazon está captando dos brasileiros, portanto, preparam uma racionalização sobre o comportamento de compra para oferecer novos produtos e serviços.

Além disso, a Amazon utiliza a sua vasta base de dados para personalização das interfaces com o consumidor.

“Ao abrir a página da Amazon, vou ter uma experiência, baseada no que eu costumo procurar.

Isso ajuda muito, porque não tem uma inteligência de uma pessoa sozinha tentando fazer um site, mas a customização para cada consumidor.

>>>Saiba mais: Análises de dados para indústrias de todos os tamanhos e de todos os setores, fale com a equipe da Always On!

O que vende muito no Brasil é diferente do que vende no México, Austrália ou Turquia, para comparar com novas operações da Amazon”, explica Mazini.

“Essa experiência personalizada é resultado de muito big data por trás, entendendo como o consumidor navega, o que ele compra e o que ele vai comprar novamente”, completa.

A maioria das tecnologias empregadas pela Amazon para personalizar a experiência do consumidor é desenvolvida pela própria empresa, internamente.

A varejista americana tem procurado, porém, fazer parceria com empresas brasileiras para resolver problemas que são bem típicos do Brasil.

“Contamos com outras empresas para desenvolver soluções para a parte de legislação tributária. Além disso, a nossa logística é toda terceirizada”, detalha o diretor.

Outra característica própria do consumo no Brasil está relacionada a formas de pagamento pouco comum em outros países, como o boleto e o parcelamento no cartão de crédito.

“A gente tem que pensar diferente principalmente em relação ao fluxo de caixa, que no Brasil é diferente.

No boleto, você recebe imediatamente, mas no parcelamento, não é imediato.

Os fluxos de caixa são diferentes para essas modalidades”, reforça Mazini.

A operação da Amazon no varejo por todo o mundo está focada na eficiência do trânsito do fluxo de caixa, agilizando pagamentos e recebimentos.

>>>Saiba mais: Análises de dados para indústrias de todos os tamanhos e de todos os setores, fale com a equipe da Always On!

Por isso, a implementação de soluções de pagamento tem sido tratada com especial cuidado.

“Parcelamento a gente começou a oferecer em 2014, mas vendas no boleto passaram a estar disponível apenas neste ano.

A gente tinha um problema no boleto, que é um método de pagamento que você precisa garantir que tem o produto em estoque.

A fim de a pessoa não pague e a gente descubra depois que não tem o produto em estoque”, detalha.

E para iniciar esse complexo sistema de personalização em alto grau, a empresa americana começa pedindo ao cliente poucos dados, como nome completo, e-mail e número do telefone.

“Se o usuário não fizer uma compra, a gente não pede mais nada.

O grosso do nosso trabalho não está com detalhes das informações dos clientes, mas do comportamento dele no site.

A gente vê se a pessoa compra muito um tipo de eletrônico ou tipo de roupa, é muito mais pelo comportamento e frequência”,

Explica Mazini, que destaca que, a análise de dados não é perfeita.

Essa complexidade para oferecer produtos ao consumidor antes mesmo que ele saiba o que quer se aprofunda em operações com franco aumento no mix de produtos do site.

Por exemplo, a da Amazon no Brasil, que tem se expandido desde o ano passado.

>>>Saiba mais: Análises de dados para indústrias de todos os tamanhos e de todos os setores, fale com a equipe da Always On!

“A gente vê como o e-commerce no Brasil é bem mais desenvolvido em algumas categorias do que outras, como produtos eletrônicos ou quaisquer aparelhos de ligar na tomada, além de livros e outras mídias.

Estamos vendo agora as pessoas que consumiam apenas essas categorias, começar a transitar por outras categorias, como:

Produtos de beleza, cuidados pessoais e roupas, e como elas passam de eventuais clientes ou visitantes para heavy user”, detalha Mazini.

“A gente vê que o Brasil está nessa fase de mudança do comportamento de compra na internet, migrando de produtos eletrônicos para outros produtos, mais customizados, como moda e beleza”, conclui.

Customização

Quando a solução não é desenvolvida em casa, os especialistas da empresa vão atrás de startups no mercado para resolver carências pontuais.

Um dos pontos que mais recebe investimento é o da coleta de dados.

Desse modo, a mudança na maneira de enxergar o consumidor faz com que o varejo alimentar abra mão em partes das tradicionais promoções massivas.

Isso porque as tecnologias de captação de apuração de dados permitem criar um histórico robusto do comportamento de compra para poder oferecer o preço certo para o cliente certo.

Como retorno, o GPA afirma que os clientes que passam a utilizar o aplicativo e usufruir dos descontos.

Tais como, descontos personalizados passam a frequentar a loja mais vezes do que os clientes que não utilizam o app.

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