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IA para Empresa de Apps: Desafios dos Apps de Carona!

por Elcio Santos - 03/10/2019

Apesar dos aplicativos de transporte e carona terem mudado a cara da mobilidade urbana no país, eles podem acabar endereçando novas crises aos setor. Entenda.

IA para Empresa de Apps: Desafios dos Apps de Carona! Quais são os desafios dessas empresas e como implementar a IA no seu negócio de Aplicarivos!

Os aplicativos de transporte, sejam eles comuns, como Easy TáxiUber ou 99, ou de carona,  têm proporcionado um certo fôlego aos problemas enfrentados nos transportes públicos tradicionais.

Pois são alternativas mais confortáveis e, algumas vezes, mais ágeis e econômicas.

Como consequência, os transportes públicos precisarão buscar meios de modernização, para que permaneçam sendo relevantes e amplamente utilizados pela população.

Ao final todos poderiam sair ganhando.

IA para Empresa de Apps: sairiam ganhando?

Segundo relatório da B3, mesmo com a crise enfrentada no país, os financiamentos de veículos tiveram alta de 9,1% em comparação ao primeiro semestre de 2018.

No total, 2,87 milhões de veículos novos e usados foram adquiridos no Brasil somente este ano – um índice 8,7% maior que o do ano anterior.

Concomitantemente, as locadoras de carros também têm vivido um crescimento desproporcional à morna economia que estamos enfrentando:

As três maiores locadoras nacionais, LocalizaMovida e Unidas, registraram aumento de de 31%, 19% e 85% nos negócios, respectivamente.

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A explicação?

Os altos índices de desemprego têm impulsionado a venda e aluguel de veículos, não para uso pessoal ou de lazer, mas para se tornarem uma possibilidade de renda aos 13 milhões de pessoas sem trabalho no Brasil.

Isso, a princípio, pode parecer vantajoso para a economia e para a população, mas acaba gerando um enorme paradoxo aos valores dos aplicativos de transporte, que surgiram para trazer avanços à mobilidade urbana.

“Mais uma pessoa no carro significa um carro a menos nas ruas.”

Com essa máxima, a Waze Carpool lançou uma nova atualização, que permite caronas compartilhadas entre diversas pessoas, em um sistema semelhante ao BlaBlaCar.

“O Waze Carpool não só ajuda a reduzir emissões, mas também a usar nossa rede de transportes com eficiência.”

Segundo Deborah Jones, Sócia-Executiva de Contas da SANDAG

Faz sentido, na teoria, mas na prática todas essas novidades nos aplicativos têm gerado o efeito contrário: muitos, muitos mais carros nas ruas.

Os números das locadoras e seguradoras estão aí para provar.

Logo, não há, ou não vai haver – em breve – ganhos e avanços na mobilidade urbana.

Além do acréscimo no trânsito e aumento de gases poluentes nas grandes cidades, o excesso de profissionais na área de transportes coletivos poderá gerar um novo modelo de crise.

Em que existirão carros demais para passageiros de menos.

De qualquer forma, estar trabalhando nestes aplicativos não é garantia nenhuma de ganhos altíssimos.

Logo, grande parte desses financiamentos e aluguéis vão resultar em endividamentos para esses trabalhadores.

Outras possibilidades de transporte?

De um ano para cá, houve um aumento considerável na presença de veículos alternativos nos grandes centros urbanos, como as patinetes e as bicicletas elétricas.

Apesar de serem uma possibilidade muito mais sustentável para a locomoção, também estão gerando transtorno no trânsito, pois ainda há pouca organização nesse sentido.

Outro problema é a curta vida útil desses aparelhos, com baterias que duram pouco e tecnologia frágil.

Que resultam em um enorme acúmulo de lixo em ferros-velhos e uma economia que não tem conseguido se sustentar.

O preço de utilização desses veículos acaba precisando ser alto demais para que as empresas vinculadas possam se pagar.

Fora o fato de que as pessoas os utilizam em trajetos muito curtos, apenas como diversão, e não como uma alternativa real de locomoção.

No fim, apesar dos aplicativos de transporte e carona terem mudado a cara da mobilidade urbana no país, podem acabar endereçando novas crises aos setor.

Enquanto não existir um avanço nos serviços de ônibus, trens e metrôs (que, de fato, comportam muito mais passageiros em um mesmo local), pode ser que não haja uma real transformação nos transportes brasileiros.

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